Na contramão da crise e do crescente número do desemprego, o setor de Tecnologia da Informação apresenta números positivos comparado ao atual contexto do país. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), até fevereiro de 2018, o setor gerou 6 mil postos de trabalho, variação positiva de 0,8% em relação ao ano anterior.

Devido a essa demanda, é comum encontrar estudantes que, ainda no decorrer da formação, conseguem uma oportunidade de trabalhar na área. Quem afirma isso é o coordenador do curso de Ciência da Computação: da Faculdade Governador Ozanam Coelho – Fagoc :Sergio Stempliuc. “O perfil do nosso aluno no curso de Ciência da Computação é o estudante que trabalha”, conta Sergio, que diz ainda que cerca de 90% dos alunos conciliam o trabalho com as atividades da faculdade.

 Esse é o caso de Marlysson de Souza Marcelino, que cursa Ciência da Computação: na Fagoc. Ele atua como Analista de Suporte em uma empresa de sistemas de automação para indústrias e comércios em Ubá (MG).

Marlysson explica que entre as vantagens de trabalhar e estudar está poder alinhar o estudo e a prática profissional. “Durante o quarto e quinto período estudei matérias mais tecnológicas e essas disciplinas me ajudam no meu serviço”, conta.

Sergio defende que formação desse profissional deve ser cada vez mais prática por conta dessa demanda. “As empresas precisam de vagas muito específicas. Às vezes você tem aluno com uma formação muito abrangente, já que a ideia de um curso de graduação, geralmente, é essa. O que fazemos aqui é que esse profissional, ao longo do curso, consiga aprender a parte teórica com um trabalho de laboratório para preencher essa carga prática”.

O curso de Ciência da Computação forma profissionais para atuar no desenvolvimento científico e tecnológico da computação, com foco em atender às crescentes demandas da sociedade do conhecimento. O profissional formado atua basicamente na elaboração de programas de informática. Além disso, o graduado pode trabalhar como: Analista de Sistemas, Arquiteto de Software, Gerente de TI, Profissional de Redes de Computadores, entre outras profissões.

Para o Marlon Zampierre, que trabalha há mais de 10 anos no segmento e é formado em Ciência da Computação da Fagoc, além de gostar de tecnologia, para quem escolhe essa profissão é preciso sempre se atualizar.

“A informática é algo que muda constantemente. A pessoa tem que estar sempre correndo atrás; buscando se qualificar mais; fazendo cursos. Cada dia surgem novas tecnologias, novas experiências que ele tem que seguir para melhorar profissionalmente”, pontua.

E quando o assunto é o mercado local, existe uma vantagem: além de empresas especializadas, quem segue nessa área pode ter oportunidades também em indústrias e fábricas do pólo moveleiro que possuem o departamento de TI próprio.

“Hoje, uma linha produtiva, por exemplo, só funciona através de um sistema rodando. Não só a linha produtiva, como toda parte administrativa na empresa. Então, diversas pessoas diretamente e indiretamente dependem dos setores de informática. Muitos empresários achavam que era bobeira; que o setor de informática era perda de dinheiro. Hoje, o setor de informática é parte estratégica da empresa”, afirma o gerente de TI de uma fábrica moveleira de Ubá, Vinícius Bonoto que é formado em Ciência da Computação pela Fagoc.

 g1.globo.com – Por FAGOC – Publicada em 18/01/2019 12h00

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